História do Body Piercing: Piercing no lábio

Por quinta vez falamos da História do Body Piercing, e cada vez vai ficando mais e mais interessante. Temos aprendido bastante ao longo deste tempo a respeito da história dos piercings, e hoje vamos falar de um piercing bem sexy (algum tipo de piercing não é?), o piercing no lábio.
Vejamos como foi que surgiram estas perfurações tão sugestivas, assim da próxima vez que vejamos um gatinho (ou gatinha) usando um saberemos mais a respeito.
As primeiras perfurações no lábio são bem brasileiras, acreditem. Elas surgiram na amazônia e eram um símbolo da identidade feminina. Mas elas simplesmentefaziam a perfuração atravessando-se com canas ou paus. A perfuração no lábio para colocar objetos também repetiu-se por outras culturas no mundo (chegando a existir os famosos “discos” que alargam a boca e chegam a ter uns 24cm de diâmetro).
Mas foram duas tribos as que originaram o uso de aros nos lábios: os Dogon de Mali e os Nubas de Etiópia, ambos com conotações religiosas. Os Dogon acreditavam que um espírito antepassado chamado “Noomi” (criador do universo) tirava uns fios dos seus dentes e que em uma ocasião esse fio transformou-se em palavras, surgindo o idioma. Em homenagem a esse antepassado é que atravessavam aros de metal ou marfil em seus lábios.
Mulher da tribo Matses da amazônia com uma vara perfurando seu lábio.
Em diferentes culturas africanas e da América do Sul perfuram-se os lábios com pratos de cerâmica ou madeira que chegam a adquirir dimensões insólitas que chamam poderosamente a atenção.
Exemplo destes “discos” ou “pratos” tão famosos.
Os antigos Aztecas ou Maias reservavam este piercing aos homens ricos e poderosos. A moda era usar joias de ouro com forma de serpente e incrustações de pedras preciosas.
Os nativos da região que hoje são Alasca e Canadá levavam joias feitas com marfil dos colmilhos das morsas, conchas do mar e ossos.
Os Makololo de Malawi usavam umas placas chamadas “pelele” que iam desgastando o lábio pouco a pouco para perfurá-lo com o tempo. O “pelele” era um símbolo de poder, e resultava muito atrativo para os membros do sexo oposto (era um símbolo de casamento, os melhores “peleles” arranjavam os melhores parceiros).

Se bem nos tempos de hoje é um dos preferidos entre jovens ocidentais, este piercing era usado com diferentes propósitos e não sempre teve o uso ornamental que lhe é dado hoje em dia.



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