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Quando a arte no corpo era uma atração de circo...

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Estamos tão acostumados a ver pessoas com tatuagens no corpo, que nunca teríamos imaginado a realidade das pessoas tatuadas no começo da expansão pelo mundo desta, assim chamada hoje, arte.

Durante muito tempo, quem ostentava tatuagens, despertava muitas vezes na sociedade a curiosidade ou o medo. Eram vistos como fenômenos de circo e tidos como atrações extraordinárias, o qual lhes permitia lucrar uma boa grana. De fato, eram contratados por feiras e circos que gostavam de mostrar as “rarezas”; as mais comuns delas eram os nativos tatuados que os exploradores capturavam e levavam à “civilização”.

Em 1691 “o príncipe Giolo” foi a primeira pessoa tatuada a ser exibida num circo; supostamente teria sido levado à Inglaterra desde uma ilha de escravos nas Filipinas. A novidade inglesa durou pouco, Giolo morreu a causa da varíola.

Depois dele, a novidade tatuada foi um francês chamado Jean Baptiste Cabri, quem conseguiu uma carreira teatral contando histórias (muitas delas falsas) sobre suas tatuagens, logrou também o feito de que a sua fama chegasse a toda a Europa.

Uma das grandes causas de que começassem a haver mais interessados na arte corporal, foi o efeito libidinoso que tinha nas damas da Europa Vitoriana. Assim animado, o primeiro inglês tatuado foi Jhon Rutherford em 1828, quem logo de voltar da Nova Zelândia com as tatuagens típicas da tribo maori, também conseguiu fama e dinheiro narrando histórias fantásticas de aventuras e sequestros que o levaram até uma tribo de nativos que como mostra de reconhecimento, tinham-o tatuado.

A primeira pessoa tatuada a ser exibida nos Estados Unidos foi James F. O´Connel em 1842 no Museu Americano de Barnum; inclusive publicou seu próprio libro: “A vida e aventuras de James F. O´Connel, o homem tatuado”.

Não demorou muito para chegar a vez das mulheres, as quais ao mostrar a pele nua e desenhada em uma época na qual era terrivelmente vista a nudez, convertia-se na melhor atração para os homens, os quais deixavam-se levar pelos seus mais baixos instintos com total consentimento da sociedade. Foi essa excitação dos vitorianos que encheu os cofres dos circos, e as mulheres tatuadas converteram-se nas melhor pagas estrelas do espetáculo.

Finalmente, no século XX, as tatuagens passaram a serem normais, e para chamar a atenção do público e deixaram de ser lucrativas; são necessárias transformações extremas para alarmar as pessoas, convertendo-se num verdadeiro monstro, muito poucos conseguem chegar à fama. Já não esvaziamos os bolsos para ver um desenho curioso na pele de estranhos. Simplesmente achamos raro que em outros tempos se viageasse longas distâncias para capturas essas “rarezas” e exibi-las.

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