Uso do espartilho: uma modificação corporal com história

Vários são os tipos de modificações corporais existentes hoje em dia, muitas delas realmente extremas. Hoje vamos ver, em ArteNoCorpo, o uso do espartinho, uma modificação que, além de extrema, é muito antiga e soube arruinar o corpo de muitas mulheres ao longo da história.
O sonho de toda mulher é ter uma cintura fininha e, para isso, recorremos a dietas, tratamentos e até mesmo cirurgias. Mas há quem torne esse desejo em uma obsessão e acabe por achar que uma cintura de 60 centímetros de diâmetro não é fina o suficiente. Essas pessoas recorrem ao uso do antigo espartilho, uma peça de roupa que aperta a cintura para deixá-la do menor tamanho possível e elevar os seios.
O espartilho realiza uma pressão sobre o corpo que causa deformações por comprimir os órgãos internos para baixo, deixando-os em lugares onde, logicamente, não deveriam estar. O problema é que essa compressão extrema pode causar problemas respiratórios, de circulação, digestivos e até mesmo fraturas nas costelas.
A origem do uso do espartilho data do século XVI, durante a época conhecida como Renascimento. Essas peças eram feitas, em um princípio, de ferro e, logo, passaram a ser confeccionadas com um tecido resistente do tipo do brim e varetas de madeira ou ossos de baleia que lhes davam sua estrutura.
Atualmente, a cintura mais fina do mundo pertence a uma mulher de 70 anos chamada Katie Jung, cujo contorno é de apenas 38 centímetros. E como ela conseguiu esse diâmetro tão pequeno? Com o espartilho, é claro! De fato, ela o usa desde 1983 e o tira somente na hora do banho. Veja a cinturinha de abelha de Katie nas imagens que postamos abaixo.







0 ComentáriosComentar